Saquê: brasileiro,de morango,de kiwi e muito mais em promoção
O Saquê, famoso vinho de arroz japonês, é rondado por infinitas tradições, que vão desde preparo ao modo de degustação.
Apesar de não ter data especifíca de sua primeira produção, sabe-se que sua provável origem se deu no período de 710-794d.C em Nara, capital do Japão na época.
Surgimento e mito.
É dito que um cidadão descuidado deixou o arroz cozido mofar porque havia esquecido de tampar o tacho, mas por ser tão desmemoriado também esqueceu de jogá-lo fora e após alguns dias percebeu que o tal arroz, então já fermentado, tornou-se um tipo saboroso de mingau, só que mais líquido.A partir deste "incidente"os produtores notaram que o fungo que mofará o arroz também transformava o amido em glicose e fermento.
Logo a bebida levou a fama de ser produzida por deuses, e as pessoas começaram a usá-la para fins espirituais em cerimonias religiosas onde todos que a bebiam ficavam febris e tinham "experiências espirituais".
Apesar das "experiências espirituais" serem um tanto quanto fantasiosa, elas possuem fundamento pois, entre os fermentados, o saquê é a bebida com a maior porcentagem alcoólica no mundo chegando a 20%, sem ser diluído, enquanto a cerveja tem cerca de 5% e o vinho 12%.
Produção, variantes e dicas.
Do arroz é extraída a matéria prima do saquê, o koji, que é o resultado do arroz polido e fermentado, é determinante para a qualidade da bebida.
O koji é misturado à água e arroz vaporizado por três vezes durante 5 dias em local de temperatura e umidade controlada, e fica mais 30 dias fermentando até formar uma pasta que será amassada, filtrada e pasteurizada para garantir a cor e o sabor fresco da bebida. O saquê descansa por mais 6 meses para então ser diluído, pasteurizado novamente e embalado para comercialização.
Apesar de ser feito basicamente com boa água e um bom arroz, o saquê, assim como o vinho, tem grande diversidade em suas características, alguns podem ter leve sabor de maça, banana, flores, ervas, chocolates, amendoins e etc. Há várias denominações, as principais são:
Junmai-shu: é o saquê mais puro, sem acréscimo de álcool.
Honjozo-shu: possui pequena quantidade de álcool etílico destilado, sendo mais suave.
Ginjo-shu: é fermentado em baixa temperatura por muito tempo.
Namazakê: não é pasteurizado e deze ser conservado na geladeira.
Nigori-zakê: não é filtrado.
Essa é uma bebida realmente cheia de cultura e tradição, é melhor apreciada em uma temperatura de 35º C, mas pode variar dependendo da estação do ano, geralmente é servida em copos pequenos de porcelana ou madeira, tradicionalmente consumida com petiscos e lanches como sashimi, mas não durante as refeições. Existe vários rituais para se tomar o saquê, o principal entre eles é o de sempre servir o seu vizinho, mas nunca servir a si próprio pois não é de bom tom.
No Japão há mais de 1.600 fabricantes da bebida. No Brasil é possível encontrar uma grande variedade de marcas mas as principais produtoras brasileiras são a Sakura e a Azuma Kirin.