Micenas: Sitio arqueologico, Palácio, Historia e passeios turisticos
Micenas era uma cidade da Grécia Antiga, a cerca de 90 km de Atenas, a capital do país, e fica situada no nordeste da península do Peleponeso,que é a parte continental da Grécia mais a sul.
Micenas, que é atualmente um local arqueológico, foi no segundo milénio a.C. uma potência militar e um dos maiores centros da civilização da Grécia Antiga, e por tal fato o período compreendido entre os anos 1600 a.C. e 1100 a.C., ficou conhecido na História como o “Período Micénico”.
As primeiras escavações no local onde se encontra Micenas foram realizadas em 1841 pelo arqueólogo grego Pittakis, e continuadas em 1874 pelo negociante e arquólogo amador alemão Schliemann, que também realizou importantes escavações em Tróia.
Depois de Schliemann as escavações continuaram dirigidas por arqueólogis gregos e também pela Escola Britânica de Atenas.
Para visitar Micenas poderá participar numa das diversas excursões turísticas organizadas, que se realizam a partir de Atenas, e incluem uma visita a Micenas, ou então dirigir até ao local.
A imagem mostra uma das escavações de Micenas.
HISTÓRIA DE MICENAS
A cidade de Micenas terá sido construída por populações anteriores ao Gregos, mas a sua história tem origem na mitologia grega e com a Dinastia Perseida.
De acordo com a mitologia Micenas foi fundada pelo herói mítico que decapitou a Medusa, Perseu, filho de Zeus, o rei dos deuses do Monte Olimpo, e de Dânae a filha de Acrísio, rei de Argos.
Perseu assassinou o sogro, tornando-se rei de Agros, que veio a trocar, com seu primo Megapentes, por Tirinto, cidade fundada por Preto irmão gémeo de Acrísio, vindo posteriormente a fundar Micenas.
Com a morte, na guerra, de Eristeu, neto de Perseu e o quarto rei de Micenas, e de todos os seus filhos, o povo escolheu Atreu,filho de Pelópe e neto de Zeus, dando origem à Dinastia Átrida.
Egisto, irmão de Atreu assassinou-o e passou a reinar em Micenas, mas Agamémnon, filho de Atreu, casou com Climenestra, a filha do rei Tíndaro de Esparta e tomou o poder em Micenas.
Agamémnon conduziu a Guerra de Tróia, para devolver Helena a seu irmão Menelau, rei de Esparta, e no regresso foi assassinado por sua mulher Clitemnestra, que foi ajudada por Egisto, que reinou em Micenas.
Seguiram-se Orestes, filho de Agamémno, que matou Clitemnestra e Egisto, Aletes, filho de Egisto, novamente Orestes, que criou um dos maiores estados do Peleponeso, e seu filho Tisâmeo, que foi o último rei da Dinastia Átrida, que terá sido a última da chamada Era Heróica e a consequente queda de Micenas.
Em Micenas foram encontrados vestígios de ocupação humana do período neolítico e da civilização heládica, termo que os atuais historiadores utilizam quando se referem á cultura grega da idade do bronze.
A civilização heládica
A civilização heládica compreende cinco períodos, no último dos quais, o “Heládico Tardio III, com a invasão dos Dóricos (uma das três mais importantes tribos dos antigos gregos) a supermacia deMicenas se perdeu.
Entre os séculos VI a.C: e IV a.C., o chamado Período Clássico, Micenas renasceu, mas já sem o esplendor de outra épocas, vindo a ser tomada e destruída por Argos, uma importante cidade-estado do Peleponeso.
No período romano as ruínas de Micenas eram já uma atração turística, mas o local foi abandonado no final do Império Romano.
ARQUEOLOGIA DE MICENAS
Em Micenas encontram-se diversos achados e locais arqueológicos, dos quais se destacam o Tesouro de Atreu ou Túmulo de Agamémnon, no qual a Máscara de Agamémnon, em ouro, foi descoberta por Schliemann e que se encontra no Museu Nacional de Arqueologia de Atenas, o Palácio dos Príncipes, localizado no interior de uma cidadela ou Acrópole, rodeada demuralhas, e os Túmulos dos Reis, cobertos de frescos.
O Túmulo de Agamémnon foi construído no século XII a.C. e é constituído por uma falsa abóboda, com uma entrada também em falsa abóboda, e ao qual se tem acesso por uma igualmente falsa abóboda.
O Palácio era dominado por uma sala central, a Sala de Audiências, de formato retangular e com quatro colunas de suporte do travejamento da cobertura.
Como “guardiões” do Palácio existia a figura em grande relevo de duas leoas, ladeando uma coluna cretense – a Porta das Leoas.