Gil Vicente: Consiga os maiores descontos nos livros do autor

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Gil Vicente é poeta, músico, ator, encendaor e dramaturgo português de destaque.

Sua múltipa expressão artística reflete a transição da Idade Média para o Renascimento, ali se retrata o novo lugar da sociedade, suplantando a inflexibilidade de valores e da ordem social de outrora. Pai do teatro e principal nome da literatura renascentista portuguesa, Gil Vicente antecede a Camões e influência a cultura popular de Portugal.

Embora, não tenha sido o primeiro artista a cuidar do teatro, foi Gil Vicente quem o tratou com maior porfundidade. Suas obras inicias se caracterizam pelos temas pastoris, em seguida darão lugar a um tom mais diverso de temáticas e com elementos mais elaborados, como a alegoria religiosa, os autos narrativos, as farsas episódicas e as histórias bíblicas.

Didaticamente, as produções deste dramaturgo se dividem em autos e mistérios, farsas, comédias e tragicomédias.

Gil Vicente: um artista português

Gil Vicente: um artista português

Com textos imaginativos e originais, Gil Vicente se destacou por retratar comicamente os tipos pertencentes à sociedade portuguesa da época.

Foi um dos nomes mais satíricos e críticos de que se noticiou na cultura de Portugal. Entre essas obras, encontram-se: “Auto Pastoril Castelhano" (1502), “Auto dos Reis Magos” (1503), “Auto da Sibila Cassandra” (1513), a trilogia de sátiras “Auto da Barca do Inferno” (1516), “Auto da Barca do Purgatório” (1518), “Auto da Barca da Glória (1519)” e “Farsa de Inês Pereira”(1523).

Mostra-se, por outro lado, sentimental em sua poesia de cunho religioso e humanizado, como em: O “Auto de Mofina Mendes” e “Auto da Alma”. Patriótico em: "Exortação da Guerra", Auto da fama” ou em “Cortes de Júpiter” que não apenas trazem um tom épico de exaltação á pátria, mas preocupação com relação aos rumos tomados pela sociedade.

Obras de Gil Vicente

Obras de Gil Vicente

Entre as demais obras de Gil Vicente, destacam-se: Monólogo do Vaqueiro ou Auto da Visitação (1502); Auto Pastoril Castelhano (1502); Auto dos Reis Magos (1503); Auto de São Martinho (1504); Quem Tem Farelos? (1505); Auto da Índia (1509); Auto da Fé (1510); O Velho da Horta (1512); Comédia do Viúvo (1514); Auto da Fama (1516); Comédia de Rubena (1521); Pranto de Maria Parda; Auto Pastoril Português (1523); Frágua de Amor (1524); Farsa do Juiz da Beira (1525); Farsa do Templo de Apolo (1526); Auto da Nau de Amores (1527); Auto da História de Deus (1527); Tragicomédia Pastoril da Serra da Estrela (1527); Farsa dos Almocreves (1527); Auto da Feira (1528); Farsa do Clérigo da Beira (1529); Auto do Triunfo do Inverno (1529); Auto da Lusitânia, Todo-o-Mundo e Ninguém (1532); Auto de Amadis de Gaula (1533); Romagem dos Agravados (1533); Auto da Cananea (1534); Auto de Mofina Mendes (1534) e Floresta de Enganos (1536).

Suas obras são atemporalmente conhecidas, por conta disso Gil Vicente é tema de estudo nas escolas e nas universidades, é possível acessar a seus textos avulsos ou obras completas em sites de literatura, dedicados à sua obra e vida.

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