Gestão Participativa: o conceito e o modelo de gestão
A disputa por mercado é acirrada e as empresas, para melhorar a sua produtividade precisam se reinventar e se modernizar constantemente. Foi em vista da concorrência de mercado, e dessa necessidade de se reinventar, e de uma mudança de mentalidade da sociedade, que passou a se preocupar cada vez mais com o agente humano e seu bem-estar, que nasceu o modelo de gestão participativa, ou modelo de administração participativa. Esse tipo de gestão enfatiza a importância do recurso humano que faz parte da empresa, e incentiva a participação destes no processo administrativo.
O conceito de gestão participativa e suas vantagens
A ideia de uma administração participativa é que todos os funcionários, de todo e qualquer nível hierárquico participem das decisões da empresa, esse tipo de gestão é mais que uma estratégia, é um tipo de organização. E apesar de ser um modelo relativamente novo de administração, a partir dos anos 80, a ideia desse tipo de organização nasceu junto com o conceito de democracia na Grécia.
A vantagem desse tipo de gestão, além do aumento da produtividade, e consequentemente da competitividade dos produtos da empresa, a qualidade de vida do funcionário também aumenta, assim como satisfação e motivação. Enquanto nos modelos tradicionais o funcionário era tratado como mais uma ferramenta, aqui ele é visto como um parte importante do processo produtivo, sob uma ótica humanística.
Implantação do modelo de gestão participativa
No modelo de gestão participativa é preciso mais do que chefia, é preciso liderança. O líder precisa fazer mais que dar ordens, ele precisa motivar e orientar os funcionários, e devido a natureza desse tipo de administração, empresas com modelo de administração participativa se alinham e aceitam sem muitos obstáculos modelos de gestão por competências.
Além da importância de se cultivar a figura do líder, ou do gerente, é preciso ressaltar que para implementar esse tipo de gestão, a estrutura hierárquica e as regras da empresa também precisam mudar. Esse modelo funciona com menos níveis hierárquicos, em que a distância entre as pessoas que dirigem e empresa e o funcionário responsável pela limpeza, por exemplo, é menor, isso facilita a troca de informações e o diálogo entre os funcionários e entre os níveis.
A empresa também precisa de normas mais flexíveis que se adaptem às necessidades dos funcionários. Enquanto nos modelos tradicionais o lucro é o principal, e muitas vezes único objetivo dos funcionários, no modelo participativo o funcionário precisa saber que há mais a ganhar, além de promoções e o crescimento dentro da empresa, e aumento das suas responsabilidades, o seu papel na sociedade também cresce.